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27 abril 2010

Ó Ginger: Uótafaque!! -.-'



Ó Ginger... Isto foi assim:

Eu fui ao teu blog, 'né? Li o teu post sobre o romance do quilo e da quila, e dos gémeos, e da prateleira, e do ensopado de borrego (ka bom!), e de seres genial e não sei quê... E ia comentar, até porque, toda a gente te entendia menos eu... pois, menos eu... é que eu como que nem uma louca e acho que só engordei uma vez na vida e, ao fim de 9 meses desengordei logo... portantoS não entendo :)))!
Mas a verdade é que eu IA DIZER, mas não disse, porque não me deixaram!! A mensagem que vês abaixo "apareceu-se-me" à frente... Repeti a 'operação' três vezes e por três vezes o 'gajo' disse o mesmo... Boicotaste...??

Mas eu ainda vou voltar... ai vou vou!



"Lamentamos, não foi possível concluir o seu pedido.

Quando comunicar este erro ao Apoio Técnico ou ao Grupo de Ajuda do Blogger:
  • Descreva o que estava a fazer quando ocorreu este erro.
  • Forneça o seguinte código de erro e informação adicional.
bX-4wpugp

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

blogID: 8031969404924629629host: www.blogger.compostID: 3325952139488743101uri: /comment.g
Esta informação irá ajudar-nos a localizar e resolver o seu problema específico! Pedimos desculpa pelo incómodo causado.

PROCURAR AJUDA

Veja se mais alguém tem o mesmo problema: Pesquisar o Grupo de ajuda do Blogger por bX-4wpugp
Se não obtiver resultados para essa pesquisa, pode começar um novo tópico. Certifique-se de que menciona bX-4wpugp na sua mensagem."

nota: essa do 'descreva o que estava a fazer quando ocorreu este erro' - também não entendo... ora o que estava eu a fazer??? Provavelmente a catar piolhos, querem ver???

23 abril 2010

Let´s Play {boy} on Disney


Ao que parece andam por aí uns a confundir outros! Ao que parece nem a idade da inocência escapa.

{E qual é a idade da inocência? Ah já sei, é aquela em que os putos ainda não andam, não falam, nem entendem o que dizemos...}

Poizé! Ao que parece uma emissora de televisão chilena 'resolveu' trocar o Mickey [& companhia] por um perigoso coelhinho [& companhia também] assim... de repente, sem 'mais nem ontem'!

Segundo a notícia que li hoje "A empresa VTR assegura que os corpos nus da Playboy apareceram (...) devido a um erro técnico enquanto se procedia a um melhoramento do sistema."

{Oh claro, um melhoramento... muito melhor, aliás!}

Tanto melhor que este testemunho diz tudo:
"A minha filha mais velha foi avisada por um colega para mudar para o canal 21, da Disney,que em vez dos programas habituais estava a transmitir o canal Playboy (...)."
{é a idade da inocência... 'tadinhos!}

E mais!!! Podemos também evidenciar o 'estado de choque' de alguns telespectadores:
"A misteriosa aparição de cenas de sexo do canal Playboy no sinal da Disney começou pelas 23.15 horas locais e continuou, até perto da meia-noite, relataram os telespectadores (...). Depois disso, o sinal foi interrompido e substituído por um fundo azul no ecrã."
{Raios! Logo agora que estava a ser tão giro... vou exigir uma explicação!}

Ao que parece também há um representante do conselho nacional da televisão do Chile, que pretende que a VTR "repare o erro, dando, por exemplo um explicação aos pais". {'Né?}


Noticiado no Jornal de Notícias

21 abril 2010

mensagem da Natureza #3



Cá se fazem...
{ a chaminé trabalha e o mundo gira}


...cá se pagam
{o vulcão acorda e o mundo pára}

Mais uma vez... o 'homem' a todo o momento desafia as leis da Natureza, polui, agride, maltrata, despreza e tenta substituir
(...)
A natureza manifesta-se... e o mundo pára!

13 abril 2010

voltei!!


Ok! Agora que se passaram as angústias, os choros, as perdas, as tristezas, os desânimos, as desilusões, os maus momentos, a não renovação de contrato, as férias da Páscoa e tudo mais que possam imaginar, estou de volta. Ah sim!! Agora estou de volta. Fresquinha que nem uma alface [e para quem não gosta de alface, temos pena]! Alegre, contente, sorridente, desempregada, mas de volta!

Já vi que tenho por aí letras para ler que nunca mais acabam... xiça penico, estou "quinada" (com F)!! Mas vou papá-las todas (as letras, entenda-se)!!

Obrigada a todos pelas palavrinhas dos posts anteriores!!

Nota: uma novidade/aviso/pedido: vou tirar a carta de condução (ai mãe!). Portanto, Srs. automobilistas, no dia em que eu colocar o meu "4 rodas" nas estradas portuguesas..., peço-vos que não temais...tende paciência (é uma virtude, tá???)!!!
ProntoS, está notado!!

20 março 2010

Dia do pai... hum... ok... então vamos lá!!!



Eu é que sou o Pai cá de casa!! Repito: Cá de casa! Eu é que fui às festinhas do dia do pai no infantário. Eu é que visto (as) calças. Eu é que levanto a voz. Eu é que aponto o dedo ao narizinho. Eu é que vou às compras. Eu é que faço as remodelações cá de casa. Eu é que carrego os pesos. Eu é que ressono. Eu é que arrasto os móveis. Eu é que faço zapping sentada no sofá e com as patas no puff. Eu é que vejo jogos de futebol. Eu é que bebo minis. Eu é que vou passear a cadela à rua (e apanho os presentes). Eu é que cozinho (quando vivia com o pai da Carol ELE é que cozinhava). Eu é que desarrumo (mas também sou eu que arrumo!).


Pronto'S'. Tenho dito!


(...)


Ah! E ainda trabalho - pois... alguém tem que o fazer cá em casa... e eu não posso mandar a pirralha trabalhar :D!!!


Nota1: Eu sei que o dia do Pai foi ontem, eu sei... Foi só uma desculpa para regressar!!
Nota2: O pai da Carol até é presente... a milhas de distância... cerca de 2 vezes por ano!! Mas isso é porque não tem 'tempo'! :D

16 março 2010

Dear virtuals



For a while, and just for a while, me and my self will be outta here. I'll be kind of missed out 'cause 'myself' is totally messed up.

I'l be fine. I promess.

By the way, Ginger, I'll be just missed out, not dead... ok?!? :D

Be right back!!

11 março 2010

Who am I after all??


Cada um conhece a Laura que merece... A que te pode levar ao paraíso; ou fazer da tua vida um inferno. Aquela perfeita que tem mil defeitos; Aquela insegura que sabe o que quer; Aquela decidida que por vezes tem dúvidas nas escolhas que faz; Aquela corajosa que por vezes sente medo; A guerreira que por vezes não quer ir à luta; Aquela simples que, por vezes complica tudo; Aquela que quer um começo, mas receia o fim… A menina que encanta, a moça que fascina, a mulher que enlouquece…! Com cabeça de mulher, mas com coração de menina… Talvez eu hoje fosse a menina para o papá, a filhota para a mamã, a inocente para os avós e a insuportável para a irmã… Mas lamentar o passado não é caminhar para o futuro… Então, eu hoje SOU a preta linda e maluca para os amigos, a pérola negra para os admiradores, a linda princesa para os carinhosos, a Lala para os virtuais, a melga para os incompreensíveis, a inimiga para os inimigos e uma qualquer para os desconhecidos… 

Quem vê, pensa. Quem conhece, sabe. Para mim? Sou. Tudo isto e muito mais. Sou uma alma entre tantas outras, que teve a sorte de uma de vir ao mundo a espernear, para lutar e vencer!

"-Lala?"
"- Oui, c'est moi!"

Não querendo responder, mas já respondendo...

ANTES DE LEREM ESTE POST
ATENÇÃO: Depois de ter lido o primeiro comentário a este post, fiquei com medo. Não quero que as pessoas que me seguem e lêem pensem que estou a tentar gozar ou qualquer coisa parecida. Nunca faria tal coisa nem com esta situação nem com outra qualquer de índole discriminatória. No entanto se alguém se sentir desconfortável com este post, peço o favor de me avisar, ou num comentário ou por email e este post será de imediato retirado.
Mais uma vez a minha intenção não é discriminar ou gozar. Simplesmente achei caricata a situação. Obrigada a todos pela vossa compreensão. OBRIGADA EVA POR ME TERES FEITO VER ESTA ENTREVISTA DE OUTRA FORMA.


Primeiro diz que não responde à pergunta. Depois responde, mas baralha. :S
Ora, então vamos lá ver se eu entendi... O sr. não diz que é mas também não diz que não é. O problema não é esse... de todo!
O problema é que o sr. diz que a pergunta que lhe foi feita ofende a comunidade gay americana (???)...

Ora se o sr. não explica... a malta não entende. Mas se o sr. tenta explicar, a malta também não entende. Eu não entendi.

Portanto, "das duas, três":

Se o sr. entendeu a pergunta como um acto discriminatório, então sim concordo perfeitamente quando diz que o jornalista ofende a comunidade gay. Aqui não há dúvidas.

Se o sr. não entendeu a pergunta como um acto discriminatório, então por que raio haveriam as pessoas de se ofender (???)...

"Não percebi...!"

08 março 2010

Dia da mulher (ainda)... versão prática: "homo (im)perfectus"

A verdade é que, um miminho nos cai sempre bem. Seja ele de ouro ou pechibeque. Seja uma flor, uma peça de roupa ou um simples e valioso beijo... um pequeno almoço levado à cama... epa seja lá o que for, UM  MIMINHO CAI SEMPRE BEM!! Cai sim senhor!
**
Mas por um dia, apenas por um dia gostava que esta minha vida de "fadinha do lar" (atenção que eu disse fAdinha!!) se transportasse para outro ser (que pode muito bem ser do sexo masculino)... assim... como as imagens abaixo do "homo (im)perfectus"! Isto é só uma ideia O_o.
Ora... olhai e vêde!

Pá... eu cá não sei... mas acho que seria hilariante...

03 março 2010

Elva na Ilha do Silêncio

Bem longe daqui, lá nos confins mais longínquos da terra, mesmo ao lado de onde nasce o sol, havia uma ilha. Para se lá chegar, só de bote. O velho barqueiro passava dias recostado à sombra do velho plátano que já lhe conhecia bem as voltas e as linhas. Não transportava por moedas. Até porque não havia quem lá quisesse ir - eu bem tive vontade, mas nunca fui- a não ser Elva.
Elva era uma rapariga simples, bonita, mas de uma estranha forma de vida - isto diziam uns e pensavam outros. Todos os dias, antes do nascer do sol, caminhava até ao grande plátano e embarcava em direcção àquela ilha.
"- Bons dias menina!" - dizia-lhe todas as manhãs o barqueiro - "o destino é o mesmo, não é não?" - terminava ele perguntando.
"- Bom dia. Sim, por favor." - respondia ela como que sussurrando. E mais não dizia. Raramente se lhe ouvia a voz. Não que não tivesse com quem falar. Na margem de cá da ilha, todos os habitantes eram faladoiros... e quando tinham oportunidade ainda puxavam por ela. Elva pouco se interessava pela fala. Respondia, por vezes e apenas por educação.
Entrava no pequeno bote. O barqueiro desatava as amarras do tronco do velho plátano e, num salto só, entrava no bote. De uma margem à outra, apenas silêncio.
"- Ora cá estamos, menina! Deixe que ajudo-a a descer.... cuidado e... já está! Então até mais logo, ao sol-pôr!" - dizia-lhe o barqueiro.
Até que Elva desaparecesse por entre as árvores, o barqueiro não desarredava dali. Depois ia. Sem olhar para trás.

Entrando pela ilha adentro, Elva ia-se sentindo cheia. Feliz. E não era para menos! Rodeada de belas e sumptuosas árvores - de tantas espécies diferentes não consigo aqui enumerá-las - com copas que se assemelhavam a verdadeiros merinaques, extraordinariamente acopladas - vendo de onde eu vejo até parecia que alguém a tinha ordenado assim. Mas a verdade é que estas árvores protegiam algo sagrado que se encontrava no seu seio. E era isso que encantava Elva. Era o que a fazia levantar-se todas as manhãs. Enquanto se embrenhava pela ilha, de pezinho descalço e olhos fechados, concentrava-se até conseguir ouvir o que queria. Muito devagarinho assimilava o que ouvia e, depois, até já conseguia responder. Testemunho-vos eu que esta práctica lhe levou anos de treino!
Pequenos e grandes seres apareciam, quase que do nada, para a cumprimentar. Borboletas e libelinhas em harmonia se rodopiavam à volta de Elva, depositando-lhe coroas de flores nos cabelos. Não havia  outro lugar assim - ai não havia não! por isso é que aquele ficava nos confins mais longínquos da terra! - e não havia outro lugar onde Elva quisesse partilhar o seu viver. E aquele lugar era tão especial porque Elva e os animais conseguiam comunicar-se com os pensamentos. Ouvia-os e falava-lhes... lá no pensamento dela. E todo o dia era assim... até chegar a hora do barqueiro. Um pouco antes de o sol se pôr lá estava ele impaciente à espera de Elva.
.
Elva saía sempre do seio da ilha a sorrir...havia dias que o barqueiro jurava que a ouvia cantar - e eu também! Mas não. Sorria, apenas. Vinha sempre de sorriso aberto. Mas em silêncio. Nem uma palavra. Nem um "adeus Sr. Barqueiro", nada. E ia assim até casa. Cantarolando para si mesma, rodopiando pelas ruas com as suas sete saias de linho cravadas de flores.
**
Todos os dias era assim. Todos os dias os seus pensamentos voavam até uma ilha supostamente existente nos confins mais longínquos da terra, mesmo ao lado de onde nasce o sol. Em silêncio lá iam eles, os pensamentos, enquanto Elva se debruçava na janela do quarto a mirar a imensidão do mar. Tudo era desenhado na sua cabeça de rapariga meio aluada, meio certinha. Até o barqueiro do velho plátano.
E aquele silêncio alegremente reconfortante que diferenciava a ilha do resto da terra, era o que a fazia respirar, fechar a janela e deitar-se... para no dia seguinte lá voltar... com o seu pensamento.
***




Participação, alegremente silenciosa, no desafio do mês de Março da Fábrica de Letras



imagem daqui

25 fevereiro 2010

Momento de infância feliz

Todas as pessoas têm a sua história. Todas as pessoas têm pequenos pedaços de histórias com que vão delineando as suas vidas. Todas as pessoas têm a sua própria agulha... aquela com que costuram as linhas da sua vida. Eu tenho uma história, construída de vários pedacinhos de histórias da minha vida. Alguns pedacinhos não são lá muito bonitos, mas sem eles a minha história estaria incompleta por completo!! Conseguem imaginar uma manta de retalhos? Lindas, não são? É assim que quero que imaginem a história da minha vida.
Neste momento, as pessoas que por aqui passam vão poder pegar num retalho da minha vida e admirá-lo, como eu o admiro!
No âmbito da campanha "ajude a tornar o mundo cheio de momentos de infância felizes" , lançada pelas Aldeias S.O.S., como não podia deixar de ser, eu participei com o meu testemunho de "momento de infância feliz"
Este foi o retalho que alterou o rumo da minha vida:


"O meu momento de infância feliz?? É simples!! Foi no dia 2 de Outubro de 1986... Tinha eu 8 anos. De tão pequenina [ainda hoje com 30 (e um) continuo pequenina], eu nem sabia que no mundo existiam maternidades como aquela. Onde os filhos já nascem crescidos e as mães dão à luz com o coração. Mais do que isso, amam-nos como se tivéssemos saído da sua própria barriga. E o mais incível no meio disto tudo, é que os filhos podem chegar à maternidade antes das mães, até mesmo antes da maternidade abrir!! [mas que raio de conversa é esta - pensam alguns de vocês]!!
Pois é... facto, facto, é que aconteceu comigo! Depois de alguns retalhos da minha vida menos felizes, finalmente tinha encontrado um pedaço bem bonito para juntar à minha 'manta'!!
No dia 1 de Outubro de 1986 fiz uma viagem [lembro-me como se fosse ontem] de Peniche até à Guarda a caminho da tal maternidade. Sentia ansiedade, muita muita ansiedade e na minha cabeça de menina todos os pensamentos voavam a mil. O que eu sabia é que ia ter uma mãe... Caramba, uma mãe!!
Finalmente, tínhamos chegado à tal maternidade onde se dá à luz com o coração. Do lado direito estavam erguidas 3 casinhas. E a única coisa que me lembro de ter pensado na altura foi: "que casinhas tão bonitas" [é que vocês não sabem mas, até então, eu nunca tinha vivido numa casa a sério, mas a barraca onde vivi até era bem fixe porque tinha cortinas penduradas a fazer de paredes interiores e assim eu tinha um quarto só para mim!! :P]!!


Nessa noite fiquei em casa dos "senhores que estavam a tomar conta da maternidade" porque a minha nova mãe ainda não tinha chegado...
Acreditam que nessa noite nem consegui dormir?? Ah pois é!! Na minha cabecinha de menina voavam estrelas e mais estrelas. E em cada uma delas eu imaginava o rosto da minha nova mãe... Foi assim até de manhã e, com o nascer do sol, a maior estrela do universo, eis que ela chega. De sorriso nos lábios e de braços abertos para me acolher. Algo me empurrou até aos braços dela e senti o seu carinho como se a conhecesse desde sempre. Não há como descrever a alegria que senti.
Aquela desconhecida, já de idade avançada e viúva, tinha chegado para ser a minha mãe!! Obrigada minha querida Maria Alice , por seres A minha mãe!"


Nota: Este texto não é exactamente o mesmo que o que eu deixei no sítio das Aldeias S.O.S., mas lá o número de caracteres é limitado.

Como é possível uma história destas? É possível graças ao grande fundador das Aldeias de Crianças S.O.S. Transcrevo, abaixo, um excerto que se pode encontrar no sítio das Aldeias de Crianças SOS:
"As Aldeias de Crianças SOS têm a sua origem na Áustria. O seu fundador Hermann Gmeiner conseguiu aplicar uma ideia fundamental e realizar um sonho: dar uma mãe, irmãos, irmãs, uma família e um lar às crianças órfãs e abandonadas da 2ª Guerra Mundial. Em 1949, em Imst, nasceu a primeira destas aldeias familiares.
15 anos depois, em 1964, é fundada a Associação das Aldeias de Crianças SOS Portugal (...). Tem como objectivo o acolhimento de crianças órfãs, abandonadas ou pertencentes a famílias de risco que não podem cuidar delas, proporcionando-lhes um modelo familiar de cuidados a longo prazo e uma formação sólida para alcançarem uma vida autónoma e a integração plena na sociedade.
(…)
Em Portugal existem três Aldeias de Crianças SOS. A primeira Aldeia foi inaugurada em 1967 em Bicesse (Cascais) a 25 Kms de Lisboa. As restantes Aldeias situam-se em Gulpilhares (V.N.Gaia)Rio Diz, na Guarda [foi nesta “maternidade” que nasci mas, um ano depois, com os meus irmão e a nossa mãe, mudámo-nos para Bicesse, onde permaneci até aos 21 anos].
Desde Outubro de 2006, está em funcionamento a nova Residência de Jovens em Rio Maior, para jovens das Aldeias SOS, que frequentam cursos de formação profissional, nomeadamente em escolas profissionais em Santarém. Outras actividades estão previstas neste espaço como centro de formação de recursos humanos e campo de férias.
Para além das Aldeias de Crianças e Residência de jovens, existe um Centro Social em Bicesse, que dá apoio às mães reformadas [a minha mãe, hoje com 81 anos, vive no Centro Social] e a pessoas idosas da comunidade [em tempos integrava também uma creche que servia a Aldeia e a comunidade]. Há ainda outros projectos de apoio social em estudo destinado a crianças em risco."

E esta foi uma parte da história da minha vida. Desde já deixo aqui um convite para conhecerem de perto esta maravilhosa obra de solidariedade social em Aldeias de Crianças S.O.S. de Portugal



 

"Every big thing in our world only comes true, when somebody does more than he has to do."
Hermann Gmeiner






Sabiam que:

  • Existem hoje 452 Aldeias de Crianças SOS em todo o mundo, que oferecem um lar a 47.400 crianças.
  • Um conjunto de 1.400 instituições SOS (jardins de infância, lares de jovens, centros sociais e médicos) presta auxílio a mais de 600.000 beneficiários em 132 países.
ProntoS! Já partilhei um retalho da minha vida com vocês.


Beijinhos ::lala::


Ps: Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii ca post tã grandi!! O_o

22 fevereiro 2010

era um selo com perguntas, por favor...

Recebi mais um selinho da Patty. Obrigada!!

Este vem acompanhado de um pequeno desafio de 10 perguntas às quais, 'por acaso' até vou responder e por acaso até servem para conhecerem um bocadinho melhor esta miúda ;p...

1. Dois truques de beleza: Não tenho truques de beleza. Lavo a fronha com sabonete de glicerina de manhã e à noite. 'Mai nada'!

2. Duas prendas que gostas de receber: Flores e perfumes

3. Local preferido para fazer compras: FIC - Feira Internacional de Carcavelos - e não estou a brincar!!!!

4. Dois defeitos: Refilonaaaaaaaa, bruta que nem uma porta!!!
5. Duas qualidades: Boa mãe, Boa amiga

6. Dois produtos de beleza recomendáveis: Sabonete de glicerina de maçã e sabonete de glicerina de morango ;p!! eu sei lá!! um creme corporal??? hum..... qualquer um desde que me agrade o cheiro e não me deixa a pele ainda mais seca... não ligo nenhuma a essas coisas!
7. Três manias: sempre que vou à casa de banho tenho que ter algo para ler (nem que seja o frasco do shampoo), beber café com um cigarro entre os dedos (mesmo que não esteja aceso), falar sozinha, ui... falo, falo, falo falo... baixinho, alto e até sou capaz de me responder... (cada maluco com a sua, tá?!?)
8. Três características que não suportas nas pessoas: falsidade, mentira e irresponsabilidade

9. Três características que adoras nas pessoas: simpatia, bondade e espontaneidade;
10. Pessoa especial para ti: A minha filha, sem dúvida!

Passar o selo a 5 blogues:

Rits
Helga
Amapola
Eva Gonçalves
Tulipa

Notinha*: não têm obrigatoriamente que responder às perguntas do desafio... eu respondi. pronto'S'. tá 'notado'!

Beijinhos, ::lala::

17 fevereiro 2010

E depois da festa...

Volto já, volto já!!
Estou só a recuperar de um fim de semana em que as horas foram mais curtas que sei lá o quê... ou longas, já nem sei! O que sei é que foram de pura e completa folia!! Sem máscara, claro, mas sempre em folia!!

Por isso, e como ainda tenho os neurónios meio baralhados... volto já!!

Beijinho!!

10 fevereiro 2010

Sim sou preta!

Antes de começarem a ler este post, peço desculpa pela linguagem utilizada, mas tinha que vos expressar o meu ponto de vista e falar-vos desta experiência 'menos boa'.


Uma vez passei por um blog (ou lá o que era aquilo) que me cativou. Chamou-me a atenção a mensagem de apresentação da proprietária do mesmo, que dizia assim:


Sou fã da psicologia inversa, por isso não me tentem ofender... raramente dá resultado. 


Gostei do blog. Segui o blog. Fui lendo e comentando. Até ao dia em que me deparei com um post descaradamente racista com a imagem e o texto abaixo:








Nunca fui racista e sempre critiquei generalizações mas a maior parte dos africanos ( camada juvenil ) que vive actualmente neste país não estuda, não trabalha, não colaboram em nada para o país que afirmam ser também deles porque nasceram cá... Mas trabalhar e lutar por esse tal país tá quieto! Optam por fazer filas na Seg. Social para pedirem casas, comida e subsídios para tudo e mais alguma coisa! E como o Estado lhes paga... para quê mudar? São burros mas são espertos! E se alguém diz alguma coisa vem de imediato uma associação qualquer defender os coitadinhos porque são marginalizados! Marginalizado infelizmente é quem trabalha e faz alguma coisa por isto! Alguns culpam a situação difícil de Angola por exemplo, como tendo sido culpa dos Portugueses que de lá sairam... a eterna vitimização! A Alemanha teve 2 guerras mundiais, fome e destruição por toda a parte e não ficaram a ver navios, levantaram-se e andaram para a frente! Desculpas da treta para a boa vida... P.S- Hesitei em escrever sobre isto mas a mostarda chegou-me ao nariz com certas coisas que observo, é um mero desabafo, mas se quiserem podem prender-me à vontade que eu também quero viver à conta do Estado!


...


Caramba. Os meus amigos mais chegados tratam-me por "Preta". Brincamos com a palavra, com situações de racismo MUTUO existente no mundo, até com a escravidão. Mas desta vez senti-me ofendida. O post tinha uma data de comentários, uns racistas, incluindo os dela, outros não. Podia simplesmente ignorar. Mas, foi mais forte que eu e tive que responder:


Sou preta. Sim sou. A minha filha também (o pai dela é branco, mas na linha dos africanos ninguém atravessa). Um preto é sempre um preto! Arrepiei-me ao ler tudo isto. Não estou nem um pouco interessada em comentar o que os demais já comentaram. Tudo esmiuçadinho, vejo dois lados da questão: os que acham que somos "pretos do caralho" e os que não acham.
Ora... eu nasci preta e fui criada por brancos... a minha filha nasceu quase branca e está a ser criada por uma preta... O pai da minha filha é branco... As relações inter-raciais só poderão resultar algum dia se as pessoas souberem respeitar-se. São os pretos e são todos. Existe falta de respeito. E de nada vale dizer: "ah não! eu não sou racista!"; porque se não respeito então sou. Não ando a coçar o cú nas paredes. Trabalho que nem uma doida para sustentar a minha filha. Não quero que me lavem o cú em água de malvas, aliás, prefiro sabonete Dove até porque o pago com o MEU ordenado. Não roubo. Não mato. Não esfolo. Se quero casa pago-a, se quero comida compro-a e faço-a e se quero roupa lavada lavo-a com a máquina de lavar que comprei com o MEU ordenado. Fui à Segurança Social 2 vezes. A primeira para registar a minha filha no meu agregado familiar. A segunda para solicitar subsídio de desemprego, que usufruí por apenas 2 meses, porque não gosto de viver à conta dos outros.
Sim sou preta. Desculpem lá!

...
Ora, depois disto não obtive resposta daquela miúda 'metida a besta' (como diriam os brasileiros) que se apresenta com 'ar ameaçador' e que se apresenta daquela forma... uhhhhhh 'ka medo'
...
Isto só para mostrar que infelizmente, e nos dias que correm ainda existem alguns seres humanos que não percebem algumas coisas. Não percebem mesmo! O que vale é que eu sou FELIZ!

escrita por mão própria


Adoro folhas de papel, canetas de ponta fina, macias, leves ao toque.

Já o papel, qualquer pedaço, desde que tenha espaço!

Aqui está o meu testemunho manuscrito!

Bem, Lobinho, se a moda pega... está tudo 'quinado'!

Beijinhos**

03 fevereiro 2010

O Feiticeiro das Pedras do Mar

 
Era um velho muito velho, que vivia numa casa de palha, na praia, sozinho e feliz.
Os putos costumavam passar pela casa de palha e, entoando risinhos de gozação ou, talvez brincadeira, chamavam pelo "Feiticeiro das Pedras do Mar" - era assim que por todos era conhecido - e depois, os mais envergonhados, fugiam a correr, os outros, mais corajosos, ficavam à espera que reagisse. Reagia sempre. Tanto para os que fugiam como para os que ficavam, com um sorriso. O velho sorria sempre. Com aquela dentadura mais branca que sei lá o quê - se ele não fosse velho, juraria que eram dentes de leite - sorria para os gaiatos. Nunca falava - aliás nunca lhe ouvi uma palavra, nem resmungada, nem rezada! Mas sorria sempre.

Ninguém lhe sabia o nome - nem eu sei - e também ninguém lhe conhecia as raízes. Era um velho muito velho. Mas só se sabia isso porque o velho era o mesmo desde o tempo em que os pais daqueles putos eram putos. Já eles por ali passavam com risinhos a chamar pelo "Feiticeiro".
Era preto que nem carvão, o velho. De caracolinhos brancos e bem cerrados, mas sem uma única linha da passagem do tempo no seu rosto.
Toda a vila estava habituada apenas à sua casa de palha e à sua presença ali... Ali mesmo, entre uma duna e outra, naquela praia que era a dele... Todos os outros, mesmo não sabendo, eram seus convidados de todos os dias. Fosse verão ou inverno. A praia tinha sempre gente. E sorria para as gentes como se estivesse a recebê-los nalguma festa. 
Quem ia à "praia do feiticeiro" - assim era conhecida - não entrava sem o cumprimentar, nem saía sem se despedir... nem que fosse só com um aceno.
Mas também ninguém sabia que conversas se travariam na sua cabeça, por detrás daquele sorriso branco.

Mas por mais "feiticeiro" que fosse achado pelas gentes daquela vila - e pelas demais, incluindo eu - na verdade, o velho não o era. Não era adivinho, não lançava búzios, não engendrava poções mágicas.
No entanto, o velho tinha uma curiosidade, de que poucos falavam, mas eu atrevo-me aqui a contar-vos. Tinha sete pedras nos, ainda, bolsos das suas calças mais que rasgadas (quase desfeitas, acreditem). Mas aqueles bolsos resistiam e albergavam todos os dias o mesmo peso. Há anos que assim era. Quatro pedras no esquerdo e três no direito. E nunca as trocava de bolso. Sabia exactamente quais eram "as quatro" e quais eram "as três". Ninguém sabia o que fazia ele com aquelas pedras. Volta e meia andava com elas na mão. Às vezes parecia que falava com elas. Outras vezes parecia que as lia. Outras ainda, que as ouvia.

Quando o sol estava alto, o velho colocava-as por cima da palhoça durante algum tempo. E depois retirava-as directamente para os respectivos bolsos. Repetia isto sempre que havia sol.

Um dia os putos passaram pela casa de palha, com os habituais risinhos de gozação, ou brincadeira - nunca cheguei a perceber -  e o velho... nada! O sol estava quente e as pedras como de costume estavam em cima da palhoça. Mas do velho, nem sinal.
Os mais corajosos atreveram-se a espreitar por entre as palhas já ressequidas pelo sol e nada mais conseguiram avistar que a sua esteira de palha e um caneco de barro.
O mais pequenino ousou, ainda, tocar nas pedras do velho - nunca ninguém ousara - e percebeu que faltava uma... Toda a gente dizia que o velho tinha sete pedras, mas o puto só contava seis...

Correram para a vila, ofegantes e assustados. Depressa se espalhou a notícia e mais depressa ainda se juntaram as gentes na "praia do feiticeiro".  Os sons naturais da praia foram abafados por um burburinho irritantante de especulações - algumas delas descabidas, confesso. Nem nas pegadas na areia poderiam tentar descobrir fosse o que fosse, pois se a praia estava cheia de gente, então as pegadas do velho haviam desaparecido.

O sol foi-se e, pouco a pouco as pessoas foram saindo da praia. Ficaram os putos. Ainda estarrecidos e, pelo que percebi, um pouco enfurecidos com o velho.

- "Mas afinal onde se meteu o Feiticeiro das Pedras do Mar?" - perguntou um deles já desvairado.
- " Foi procurar a pedra que lhe falta. Se calhar está dentro do mar..." - respondeu o mais pequeno - aquele que contou as pedras.

Instalou-se um silêncio cortante. E o puto mais pequeno vira as costas zangado e diz:

- "A Praia do Feiticeiro" não vai voltar a ser a mesma se o velho não encontar a pedra... Disso eu tenho a certeza!" E foram-se embora.


Participação de um velho "feiticeiro" no desafio do mês de Fevereiro para a Fábrica de Letras

16 janeiro 2010

Mensagem da Natureza #2




[recebi este video por email, e não resisti em colocá-lo aqui... só para partilhar] 



Observe-se o desempenho excepcional da mãe após a expulsão do bebé. Um parto fenomenal.Os humanos, chamados civilizados, há muito que deixaram de observar a natureza, imagens tão naturais como esta que os ajudou em tempos remotos a evoluir no seu caminho, ao ponto de ignorar o respeito pela natividade, pelo seu semelhante, permitindo que, "democraticamente", comandem, de certo modo, os nascimentos dos seus semelhantes.


{para mim, mais uma grande mensagem da Natureza}




Uma bela mensagem da Natureza (repassada vezes sem conta), para Fábrica de Letras

09 janeiro 2010

Gina Imagina

Gina Imagina era feliz. Era bonita. Vestia-se como queria. Vestia saias de pétalas de papoila. Com pétalas de tulipa forrava as pernas até ao joelho, para fazer as meias. E trazia sempre os seus "brincos de princesa" pendurados nas orelhinhas. Das folhas das árvores fazia as camisolas. Todos os dias tirava uma cor do arco-íris e colocava nos seus cabelos encaracolados, para fazer de fita. 
Por onde Gina passava, tudo se cobria de flores, frutos e perfumes. 
Mas as pessoas da sua terra achavam-na tola.
"- Ó Gina, pareces uma árvore andante!" - diziam uns
"- Gina, e se parasses com essa correria? Era bem melhor para todos e não punhas tudo em alvoroço!" - resmungavam outros.
Mas, de certa forma, as pessoas gostavam dela.
Os pais da Gina deixavam-na. Só queriam vê-la feliz. E também eles eram felizes. E às vezes também se vestiam como ela. E pulavam e saltavam e davam voltas e voltas, mas tantas voltas que até ficavam tontos! Eram felizes!
E as gargalhadas? Conseguiam fazer-se soar em todos os pontos do mundo!! E as pessoas ouviam e às vezes soltavam um breve sorriso, ou mesmo uma gargalhada sem mais nem menos. Mas gostavam daquela sensação [que nem imaginavam de onde vinha]!
De todos os lados vinham pessoas só para conhecer a família Imagina. É que, vocês podem não acreditar, mas alegria de Gina corria o mundo com a sua gargalhada. Levada pelo vento. Refrescada pelo mar. Aquecida pelo sol. Protegida pelas nuvens. E, quando isso acontecia, as pessoas mudavam... e eram felizes por instantes. E Gina Imagina sentia isso. E via também. E fazia mais e mais. Nunca se cansava, aquela menina.
Mas um dia a Gina adormeceu. Sim. Deixou-se dormir. Acordou tarde. Mas tão tarde que parecia que nunca mais ia acordar. O Sr. e a Sra. Imagina ficaram preocupados e... confesso-vos que eu também estou! Afinal, como seria passar uma dia sem Gina? O que é que o arco-íris ia fazer ao violeta [que era a cor da fita desse dia]? E as pessoas?
Bem, o que eu sei, é que as pessoas depressa se juntaram no lago - que estava parado paradinho à espera que Gina o revolvesse para se transformar em cascata - e a confusão estava instalada. Cada um para si pensava, mas ninguém dizia nada. E o sol não sabia mais que fazer, nem o vento, nem o mar, nem as nuvens. Ainda não tinham soado as gargalhadas da Gina. E depois, sem mais nem menos, tudo acinzentou - digo-vos já que nem eu percebi porquê. E as pessoas começaram a dispersar tentando, para si mesmas, imaginar o que poderia ter acontecido - é que ela não acordava - mas não lhes vinha nada à ideia. Nada mesmo. 
Já o dia ia longo e continuava cinzento. E foi quando Gina acordou, sem que ninguém desse conta - nem eu mesma, como calculam. Espreguiçou-se. Mas de um espreguiçar tão profundo e forte que as suas roupas dentro do roupeiro conseguiram ouvir. E pularam todas para cima da cama de Gina.
- "Gina! Gina! Imagina só o que aconteceu!!" - gritava a papoila
Mas Gina não estava a entender nada e, entre uma gargalhada e um bocejo, ia perguntanto:
- "O que foi?? Tanta agitação?? O que aconteceu?? Vá lá tolinhos... o que aconteceu?"
- "Esta manhã não houve alegria! - responderam os brincos de princesa.
- "Porquê?? Todos os dias há... - disse a pequena Gina
- "Porque tu estavas a dormir!" - responderam todas em coro.
...
- "Sabes Gina... acho que as pessoas não conseguiam 'imaginar'... " - começaram as tulipas.
Intrigada, Gina interrompe: "Imaginar?? Imaginar o quê??
- "O mundo sem ti." - responderam as folhas das árvores
E logo a seguir, os 'brincos de princesa saltaram para as orelhas de Gina e sussurraram:
-"Gina Imagina, imaginas como seria a vida sem imaginação? Feia e triste. E tu bem sabes o que fazes aqui..."
- "Sim eu sei, vim para embelezar a vida das pessoas!"
- " Sim Gina! Imagina a beleza que é ver as pessoas alegres." - disseram as papoilas.
- "Não há nada mais belo que a Imaginação!" - exultaram todas!

Depois disto, o que sei é que Gina arranjou um cuco... para a despertar... não fosse ela adormecer e ficaríamos... hum... como dizer? Sem imaginação...? E se a imaginação não é das coisas mais belas que o ser humano tem, este mundo estaria cinzento... até na nossa imaginação!! 

Hipoteticamente "bela" participação no desafio do mês de Janeiro da

21 dezembro 2009

Se eu soubesse ler e escrever...


Gosto de poemas. Não é o mesmo que entender de poesia mas, sim, gosto de ler poemas... e de escrevê-los também [o que não é o mesmo que ser poeta].

Se eu gostasse e entendesse muito de poesia, saberia escrevê-la. Saberia inventar sentimentos. Disfrutaria das construções silábicas e das rimas e da musicalidade dos versos transformados em estrofes.

Juntava as minhas letrinhas salteando de verso em verso, cantando e chorando e sorrindo, tanto tanto que todos iam querer continuar a ler mais e mais.

Se eu soubesse o que é poesia, teria começado a escolher letrinhas antes de tudo começar e, quando tudo acabou, tê-las-ia escrito no teu coração. Se eu soubesse escrever poemas, teria escrito um como este:


[Por tudo o que me deste
Inquietação cuidado
Um pouco de ternura
É certo mas tão pouca
Noites de insónia
Pelas ruas como louca
Obrigada, obrigada


Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão


Que bem que me faz agora
O mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste]


E depois teria fechado a porta... sim a porta! Mas deixava a chave debaixo do tapete...
Ah! Se eu soubesse ler e escrever!!


Poesia: "Canção Grata", de Florbela Espanca

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