05 dezembro 2009

Ai a loucura que por aqui anda...



É a verdadeira loucura nos centros comerciais. Eu, que vivo numa zona que é conhecida por "sei lá... tá a ver", fui dar uma voltinha ao 1º grande centro comercial do país [CascaiShopping], para ir comprar o meu novo brinquedo - um portátil XPTO...HY- fiquei doida e roxa com falta de ar por causa da quantidade exurbitante de  gente que por lá se passeava... Sim! Que por lá se passeava! Não se viam sacos, não se viam carrinhos de compras (nem cheios nem vazios)... não se via nada, mesmo nada! Só pessoas. Casais com criancinhas nas filas para as fotos com o Pai Natal (que devia estar morto de calor dentro daquele fato vermelho com pompons brancos). As crianças faziam birras porque queriam ir para a fila, Faziam birras porque não queriam estar tanto tempo na fila. Faziam birras assim que se sentavam no colinho do Pai Natal. Ai.... Socorro! Eu tenho uma filha e, bem, sim ela fez algumas birras... mas noutro post explicar-vos-ei como consegui acabar de vez com as birrinhas da menina "C".
Mas voltando à minha grande aventura no CascaiShopping, o que quero aqui dizer é que eu espero que isto não passe de um estado de loucura temporária... porque com o consumismo infiltrado em nós e com a crise que por aqui anda, andarmos a passear pelos centros comerciais sem um cêntimo no bolso pode perfeitamente atirar-nos para a ala psiquiátrica do NHC.

04 dezembro 2009

Só pr' avisar...


Este blog encontra-se em manutenção... é só para lhe dar um ar... como dizer?... um pouco mais natalício...?Sim! É isso!
Mas como podem reparar, está super, hiper, mega, tera -complicado. Comecei... e já não consegui acabar... e... olhem, sei lá! Pode ser que antes do natal eu consiga fazer alguma coisa. Sim, pode ser.
Mas também aceito sugestões... Na falta de ideias, aceito sim senhor!

Bacci,
Lala

28 novembro 2009

Preguicite Aguda

Há um bom tempinho que não passo por aqui. Bem, não é bem assim... Tenho passado para ler, dar voltas aos blogues que sigo, mas para escrever... népia. Não me tem ocorrido nada. Por vezes acontece. Hoje, que é Sábado, está frio e andamos numa de chove, não chove, vim para casa alheia, num computador alheio e decidi deixar aqui umas letras. Podia estar a confraternizar, mas a anfitriã está agrafada à máquina de costura (fala com ela e tudo) de volta dos seus trapos (que adora). E isto é o que acontece quando me apetece mesmo, mas mesmo escrever e só sai palha! Aliás, para provar a veracidade do que digo, estas letras que acabam de ler estão, pura e simplesmente a surgir... tipo plim! E assim me vão saindo as letras... umas seguidinhas às outras, corriqueirinhas, alegres e cantantes - mas isso é porque estou a ouvir rádio!
Ai... e assim termina a minha passagem de hoje. É! Apetece-me, mas não estou para aí virada. It's anoying! Vou mas é dormir! Ainda tenho mais 3 dias de puro descanso. Ponte.... ah pois é...! Até vai saber a pato!
Sabem o que se chamo ao que acabaram de ler? Preguicite Aguda. As ideias estão cá. A sopa na panela fervilha,, as letras estão cozinhadas... mas estou com tanta preguiça que nem consigo pensar. Até tinha tema e tudo, mas a preguiça está em alta, e tomo-me de assalto e pronto, quero é dormir. Vou dormir, vou sim senhor!

Ai, que monólogo da tanga. Ciao!

20 novembro 2009

Sou Criança... E agora??

Por vezes passa-te pela cabeça: "Ai quem me dera ser criança outra vez"! Passa, passa, que eu sei!! Pela minha passa. Mas acho que se pudesse voltar a ser criança, seria revolucionária. Fazia-me valer de todos os meus direitos - aqueles que estão sempre a dizer que as crianças têm. Embora sejam só 10 os direitos regulamentados, acho que, se eu voltasse a ser criança ainda era capaz de inventar mais uns quantos. Só os direitos da criança não chega. Ai não chega não!

"Ainda que eu tenha todos os direitos, se não tiver Amor, então não tenho nada."   anónimo (acho eu).

Mas é bem possível que esse "anónimo" tenha sido uma criança. Com a falta de amor que anda "pr'ai" é impossível que os adultos consigam ir além dos "10 direitos". As crianças, pela sua inocência, vêem com mais pureza e ingenuidade. Os adultos, não. Muitos são frios, calculistas. O mundo está assim. Não exite um protótipo de mundo perfeito. Isso é uma utopia. Mas existem seres humanos, inocentes e desprotegidos. Muitos deles, abusados e mal-tratados pelos adultos. É assim que se faz valer a Convenção dos Direitos da Criança?

Infelizmente vivemos num "gready world" que apenas olha para o seu umbigo. Infelizmente, cada vez mais as crianças sofrem e são vítimas da negligência (voluntária ou não) dos adultos. Infelizmente é a única coisa que vemos à nossa volta. A Convenção sobre os Direitos da Criança é clara como água, estabelece sanções aos países que negligenciam as suas crianças, mas ainda assim, ninguém se importa. Muitas das crianças nem sabem que, na verdade, têm direitos. Porquê??
Porque o adulto é hipócrita. Porque o adulto é cego. Não porque não veja, mas porque não quer ver. Porque o adulto só olha para si próprio. Porque as pessoas não amam. Pior que isso, são egoístas!   E depois?? Rejeitam qualquer "culpa" ou responsabilidade. Parece que ignoram. Sim... não tenhas dúvidas que é falta de amor. O amor não destrói, o amor não ignora.
Antes dos seus direitos, as crianças precisam de amor.
Ama.

Gready world = Bad People = Sad Children.
Humpft!

Fotos:
A primeira é de um registo de 1989 - ano em que foi assinda a Convenção dos Direitos da Criança (e já veio tarde)
A segunda é de um registo de 2009 -  20 anos depois... conseguem ver a diferença??? Pois... eu também não.
A terceira... bom... especulações infelizes. Só mostra a vontade que as pessoas têm de mudar as coisas... :(

18 novembro 2009

"O Menino que era o Menino Jesus"

Antes de começarem a ler o que vai por aqui abaixo e para evitar que a "minha sopa de letras" se entorne, quero aqui dizer que não tenho intenção de ferir, ridicularizar ou ofender ninguém. E desde já apresento o meu pedido de desculpas se alguém se sentir atingido. Na minha infância tive uma educação extremamente católica e respeito muito, mas muito mesmo todas as religiões.

Lembram-se da polémica com Saramago relativamente à Igreja Católica??? Então, convido-vos a ler este poema escrito por Fernando Pessoa (heterónimo Alberto Caeiro).



Alberto Caeiro in "Guardador de rebanhos"

VIII - Num Meio-Dia de Fim de Primavera

Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.

No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.

Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.

Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas pelas estradas
Que vão em ranchos pela estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.

Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido" -
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.

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