08 março 2010

Dia da mulher (ainda)... versão prática: "homo (im)perfectus"

A verdade é que, um miminho nos cai sempre bem. Seja ele de ouro ou pechibeque. Seja uma flor, uma peça de roupa ou um simples e valioso beijo... um pequeno almoço levado à cama... epa seja lá o que for, UM  MIMINHO CAI SEMPRE BEM!! Cai sim senhor!
**
Mas por um dia, apenas por um dia gostava que esta minha vida de "fadinha do lar" (atenção que eu disse fAdinha!!) se transportasse para outro ser (que pode muito bem ser do sexo masculino)... assim... como as imagens abaixo do "homo (im)perfectus"! Isto é só uma ideia O_o.
Ora... olhai e vêde!

Pá... eu cá não sei... mas acho que seria hilariante...

Dia Internacional da Mulher - versão lamechas (não obstante pura e verdadeiramente sentida)



recebi de um amigo por email. aqui o repasso para todas nós...


Mulher...

Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
Que divide sua alma
em duas
Para carregar tamanha sensibilidade e força
Que ganha o mundo com sua coragem
Que traz paixão no olhar
Mulher,
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua família
Mulher
Que ama incondicionalmente
Que se arruma, se perfuma
Que vence o cansaço
Mulher,
Que chora e que ri
Mulher que sonha...

Tantas Mulheres, belezas únicas, vivas,
Cheias de mistérios e encanto!
Mulheres que deveriam ser lembradas, amadas
, admiradas todos os dias...

Para ti, Mulher tão especial...

Feliz Dia Internacional da Mulher!
::lala::

03 março 2010

Elva na Ilha do Silêncio

Bem longe daqui, lá nos confins mais longínquos da terra, mesmo ao lado de onde nasce o sol, havia uma ilha. Para se lá chegar, só de bote. O velho barqueiro passava dias recostado à sombra do velho plátano que já lhe conhecia bem as voltas e as linhas. Não transportava por moedas. Até porque não havia quem lá quisesse ir - eu bem tive vontade, mas nunca fui- a não ser Elva.
Elva era uma rapariga simples, bonita, mas de uma estranha forma de vida - isto diziam uns e pensavam outros. Todos os dias, antes do nascer do sol, caminhava até ao grande plátano e embarcava em direcção àquela ilha.
"- Bons dias menina!" - dizia-lhe todas as manhãs o barqueiro - "o destino é o mesmo, não é não?" - terminava ele perguntando.
"- Bom dia. Sim, por favor." - respondia ela como que sussurrando. E mais não dizia. Raramente se lhe ouvia a voz. Não que não tivesse com quem falar. Na margem de cá da ilha, todos os habitantes eram faladoiros... e quando tinham oportunidade ainda puxavam por ela. Elva pouco se interessava pela fala. Respondia, por vezes e apenas por educação.
Entrava no pequeno bote. O barqueiro desatava as amarras do tronco do velho plátano e, num salto só, entrava no bote. De uma margem à outra, apenas silêncio.
"- Ora cá estamos, menina! Deixe que ajudo-a a descer.... cuidado e... já está! Então até mais logo, ao sol-pôr!" - dizia-lhe o barqueiro.
Até que Elva desaparecesse por entre as árvores, o barqueiro não desarredava dali. Depois ia. Sem olhar para trás.

Entrando pela ilha adentro, Elva ia-se sentindo cheia. Feliz. E não era para menos! Rodeada de belas e sumptuosas árvores - de tantas espécies diferentes não consigo aqui enumerá-las - com copas que se assemelhavam a verdadeiros merinaques, extraordinariamente acopladas - vendo de onde eu vejo até parecia que alguém a tinha ordenado assim. Mas a verdade é que estas árvores protegiam algo sagrado que se encontrava no seu seio. E era isso que encantava Elva. Era o que a fazia levantar-se todas as manhãs. Enquanto se embrenhava pela ilha, de pezinho descalço e olhos fechados, concentrava-se até conseguir ouvir o que queria. Muito devagarinho assimilava o que ouvia e, depois, até já conseguia responder. Testemunho-vos eu que esta práctica lhe levou anos de treino!
Pequenos e grandes seres apareciam, quase que do nada, para a cumprimentar. Borboletas e libelinhas em harmonia se rodopiavam à volta de Elva, depositando-lhe coroas de flores nos cabelos. Não havia  outro lugar assim - ai não havia não! por isso é que aquele ficava nos confins mais longínquos da terra! - e não havia outro lugar onde Elva quisesse partilhar o seu viver. E aquele lugar era tão especial porque Elva e os animais conseguiam comunicar-se com os pensamentos. Ouvia-os e falava-lhes... lá no pensamento dela. E todo o dia era assim... até chegar a hora do barqueiro. Um pouco antes de o sol se pôr lá estava ele impaciente à espera de Elva.
.
Elva saía sempre do seio da ilha a sorrir...havia dias que o barqueiro jurava que a ouvia cantar - e eu também! Mas não. Sorria, apenas. Vinha sempre de sorriso aberto. Mas em silêncio. Nem uma palavra. Nem um "adeus Sr. Barqueiro", nada. E ia assim até casa. Cantarolando para si mesma, rodopiando pelas ruas com as suas sete saias de linho cravadas de flores.
**
Todos os dias era assim. Todos os dias os seus pensamentos voavam até uma ilha supostamente existente nos confins mais longínquos da terra, mesmo ao lado de onde nasce o sol. Em silêncio lá iam eles, os pensamentos, enquanto Elva se debruçava na janela do quarto a mirar a imensidão do mar. Tudo era desenhado na sua cabeça de rapariga meio aluada, meio certinha. Até o barqueiro do velho plátano.
E aquele silêncio alegremente reconfortante que diferenciava a ilha do resto da terra, era o que a fazia respirar, fechar a janela e deitar-se... para no dia seguinte lá voltar... com o seu pensamento.
***




Participação, alegremente silenciosa, no desafio do mês de Março da Fábrica de Letras



imagem daqui

02 março 2010

::intervalo:: ensaio sobre a felicidade #1

nascemos sem pedir. morremos sem querer. aproveitemos o intervalo.sejamos felizes. o ciclo da vida é isso mesmo. apenas um ciclo. que se abre quando nascemos. que se fecha quando morremos. sejamos felizes.
::lala::

01 março 2010

Força de mulher com coração de menina




"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional." 
(Carlos Drummond de Andrade)


Muito do que esta frase diz faz parte da essência do meu viver. Sou uma pessoa normal (acho eu :D). Trabalho, tenho uma filha linda e uma mãe maravilhosa. Mas também já dei muitas cambalhotas. Na minha vida já passei por inúmeras provações que, vos garanto, não foram nada fáceis. Enumerá-las aqui, seria banalizá-las. E isso não poderei fazê-lo de tão graves que foram. 
Graves. Sim. "Dignas" de punição judicial. Não para mim... para aqueles que negligenciaram a minha infância. Para aqueles que pontapearam a minha essência.
Mas o tempo tão depressa é nosso inimigo como nosso aliado. E de repente passou. Tão veloz e eficaz que aquelas coisas todas deixaram de ser 'coisas más e feias'. Passaram a ser como vitaminas. Alimentando-me delas, ou das más recordações delas tomei uma opção: deixar de sofrer. E deixei. Não me custa olhar para trás e lembrar tudo o aconteceu. A sério que não. Olho para trás como quem venceu. Olho para trás com ar triunfante. Olho para trás com a força de uma mulher com coração de menina. Perdoei. Fortaleci. Cresci. Aprendi. Sim sou forte. Tenho a força de 1000 homens dentro do meu coração. E por isso não sofro.
***
Agora o desafio:

Dizer uma coisa que gosto em mim: Espontaneidade... pura e dura não sou 'espalhafatosa', mas adoro a minha espontaneidade!! 



Dizer uma coisa que gosto do Blog que me ofereceu o selo: Limpa-me a alma. Eleva-me o espírito. Deixa-me serena!

Dizer uma coisa de que gosto dos Blogs escolhidos: não vou escolher nenhum blog em particular. Convido todos aqueles que me visitam (e que ainda não têm este selo, claro) a levá-lo consigo. Qualquer um deles é merecedor... até porque eu passo a vida a enfiar o meu nariz nos seus blogs!!


Beijinhos**


Obrigada MZ

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