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09 setembro 2010

o mundo e as bestas

O mundo é redondo.
 ***




Mas dentro dele cabem muitas bestas quadradas.




*imagem ilustrativa*





{coloquei ali a imagem do mundo com as bestas... mas as bestas são tantas e tão quadradas que deram cabo do mundo. e foram-se embora}


Tema Livre do mês de Setembro para a Fábrica de Letras

13 junho 2010

entre mãe e filha às vezes é assim #3


Pois então, que dia 15 (já na terça feira) vou fazer o meu exame de código e coisE!

E hoje a Carolina resolveu ajudar-me. 

E eu pensei:
"Ah tá! Vai ser jeitoso, vai! Ainda vou sair daqui pior!"

Mas aceitei. Ela fazia perguntas. Eu respondia.

Mas olhem que a gaiata não é nada meiga! Fazia caras feias e tudo! 

Tipo: 
"Eu não acredito que estou aqui a gastar o meu latim com esta abécula!"

Ou então dizia:
"Hellooooooo! Isto é básico! Eu vou repetir!" E repetia. 

E depois ainda perguntava:

"Estás a acompanhar-me, certo?"

A miúda está a dar pra esperta... tou a ver!

Bem, mas como devem calcular, só pelas expressões dela, foi um fartote de rir cá em casa (da minha parte claro, porque ela, como instrutora, não me estava a achar graça nenhuma!)

Bem vamos lá ver é se na terça feira corre tudo bem!!

02 março 2010

::intervalo:: ensaio sobre a felicidade #1

nascemos sem pedir. morremos sem querer. aproveitemos o intervalo.sejamos felizes. o ciclo da vida é isso mesmo. apenas um ciclo. que se abre quando nascemos. que se fecha quando morremos. sejamos felizes.
::lala::

10 fevereiro 2010

escrita por mão própria


Adoro folhas de papel, canetas de ponta fina, macias, leves ao toque.

Já o papel, qualquer pedaço, desde que tenha espaço!

Aqui está o meu testemunho manuscrito!

Bem, Lobinho, se a moda pega... está tudo 'quinado'!

Beijinhos**

Um cacto, Ginger?!?!

Eu disse que te respondia, pois então aqui vai:

Magestosa. Imponente.
Folha feita espinho.
Talo suculento.
Flor simétrica e solitária
Mas bela  de noite ou de dia.
Independente e auto-suficiente.

Ginger... 'ser' um cacto tem muito que se lhe diga... irra!! Mas são lindos!!

Beijinho grande para ti**

03 fevereiro 2010

O Feiticeiro das Pedras do Mar

 
Era um velho muito velho, que vivia numa casa de palha, na praia, sozinho e feliz.
Os putos costumavam passar pela casa de palha e, entoando risinhos de gozação ou, talvez brincadeira, chamavam pelo "Feiticeiro das Pedras do Mar" - era assim que por todos era conhecido - e depois, os mais envergonhados, fugiam a correr, os outros, mais corajosos, ficavam à espera que reagisse. Reagia sempre. Tanto para os que fugiam como para os que ficavam, com um sorriso. O velho sorria sempre. Com aquela dentadura mais branca que sei lá o quê - se ele não fosse velho, juraria que eram dentes de leite - sorria para os gaiatos. Nunca falava - aliás nunca lhe ouvi uma palavra, nem resmungada, nem rezada! Mas sorria sempre.

Ninguém lhe sabia o nome - nem eu sei - e também ninguém lhe conhecia as raízes. Era um velho muito velho. Mas só se sabia isso porque o velho era o mesmo desde o tempo em que os pais daqueles putos eram putos. Já eles por ali passavam com risinhos a chamar pelo "Feiticeiro".
Era preto que nem carvão, o velho. De caracolinhos brancos e bem cerrados, mas sem uma única linha da passagem do tempo no seu rosto.
Toda a vila estava habituada apenas à sua casa de palha e à sua presença ali... Ali mesmo, entre uma duna e outra, naquela praia que era a dele... Todos os outros, mesmo não sabendo, eram seus convidados de todos os dias. Fosse verão ou inverno. A praia tinha sempre gente. E sorria para as gentes como se estivesse a recebê-los nalguma festa. 
Quem ia à "praia do feiticeiro" - assim era conhecida - não entrava sem o cumprimentar, nem saía sem se despedir... nem que fosse só com um aceno.
Mas também ninguém sabia que conversas se travariam na sua cabeça, por detrás daquele sorriso branco.

Mas por mais "feiticeiro" que fosse achado pelas gentes daquela vila - e pelas demais, incluindo eu - na verdade, o velho não o era. Não era adivinho, não lançava búzios, não engendrava poções mágicas.
No entanto, o velho tinha uma curiosidade, de que poucos falavam, mas eu atrevo-me aqui a contar-vos. Tinha sete pedras nos, ainda, bolsos das suas calças mais que rasgadas (quase desfeitas, acreditem). Mas aqueles bolsos resistiam e albergavam todos os dias o mesmo peso. Há anos que assim era. Quatro pedras no esquerdo e três no direito. E nunca as trocava de bolso. Sabia exactamente quais eram "as quatro" e quais eram "as três". Ninguém sabia o que fazia ele com aquelas pedras. Volta e meia andava com elas na mão. Às vezes parecia que falava com elas. Outras vezes parecia que as lia. Outras ainda, que as ouvia.

Quando o sol estava alto, o velho colocava-as por cima da palhoça durante algum tempo. E depois retirava-as directamente para os respectivos bolsos. Repetia isto sempre que havia sol.

Um dia os putos passaram pela casa de palha, com os habituais risinhos de gozação, ou brincadeira - nunca cheguei a perceber -  e o velho... nada! O sol estava quente e as pedras como de costume estavam em cima da palhoça. Mas do velho, nem sinal.
Os mais corajosos atreveram-se a espreitar por entre as palhas já ressequidas pelo sol e nada mais conseguiram avistar que a sua esteira de palha e um caneco de barro.
O mais pequenino ousou, ainda, tocar nas pedras do velho - nunca ninguém ousara - e percebeu que faltava uma... Toda a gente dizia que o velho tinha sete pedras, mas o puto só contava seis...

Correram para a vila, ofegantes e assustados. Depressa se espalhou a notícia e mais depressa ainda se juntaram as gentes na "praia do feiticeiro".  Os sons naturais da praia foram abafados por um burburinho irritantante de especulações - algumas delas descabidas, confesso. Nem nas pegadas na areia poderiam tentar descobrir fosse o que fosse, pois se a praia estava cheia de gente, então as pegadas do velho haviam desaparecido.

O sol foi-se e, pouco a pouco as pessoas foram saindo da praia. Ficaram os putos. Ainda estarrecidos e, pelo que percebi, um pouco enfurecidos com o velho.

- "Mas afinal onde se meteu o Feiticeiro das Pedras do Mar?" - perguntou um deles já desvairado.
- " Foi procurar a pedra que lhe falta. Se calhar está dentro do mar..." - respondeu o mais pequeno - aquele que contou as pedras.

Instalou-se um silêncio cortante. E o puto mais pequeno vira as costas zangado e diz:

- "A Praia do Feiticeiro" não vai voltar a ser a mesma se o velho não encontar a pedra... Disso eu tenho a certeza!" E foram-se embora.


Participação de um velho "feiticeiro" no desafio do mês de Fevereiro para a Fábrica de Letras

13 janeiro 2010

Simplicidade :) #1

Diz o provérbio árabe que:

"A simplicidade é um tesouro infinito. Se não podes ter o que queres, contenta-te com o que tens."
Assim se pode viver (não sobreviver) o dia-a-dia todos os dias. É na simplicidade de tudo que obtemos o poder.
Todos sabemos que é nas coisas mais simples que encontramos o que de mais belo existe!

Se "apenas" nos contentarmos com aquilo que temos, podem ter a certeza que seremos felizes, porque aquilo que temos é suficiente. Não falo de pobres de espírito que não conseguem ambicionar, não falo dos infortunados que não conseguem sonhar ou imaginar. Falo dos seres ditos normais que ambicionam, sonham e imaginam... mas sem ganância  nem inveja.

Isto é só uma anotação muito pouco desenvolvida sobre o que tenho a dizer acerca da simplicidade.

09 janeiro 2010

Gina Imagina

Gina Imagina era feliz. Era bonita. Vestia-se como queria. Vestia saias de pétalas de papoila. Com pétalas de tulipa forrava as pernas até ao joelho, para fazer as meias. E trazia sempre os seus "brincos de princesa" pendurados nas orelhinhas. Das folhas das árvores fazia as camisolas. Todos os dias tirava uma cor do arco-íris e colocava nos seus cabelos encaracolados, para fazer de fita. 
Por onde Gina passava, tudo se cobria de flores, frutos e perfumes. 
Mas as pessoas da sua terra achavam-na tola.
"- Ó Gina, pareces uma árvore andante!" - diziam uns
"- Gina, e se parasses com essa correria? Era bem melhor para todos e não punhas tudo em alvoroço!" - resmungavam outros.
Mas, de certa forma, as pessoas gostavam dela.
Os pais da Gina deixavam-na. Só queriam vê-la feliz. E também eles eram felizes. E às vezes também se vestiam como ela. E pulavam e saltavam e davam voltas e voltas, mas tantas voltas que até ficavam tontos! Eram felizes!
E as gargalhadas? Conseguiam fazer-se soar em todos os pontos do mundo!! E as pessoas ouviam e às vezes soltavam um breve sorriso, ou mesmo uma gargalhada sem mais nem menos. Mas gostavam daquela sensação [que nem imaginavam de onde vinha]!
De todos os lados vinham pessoas só para conhecer a família Imagina. É que, vocês podem não acreditar, mas alegria de Gina corria o mundo com a sua gargalhada. Levada pelo vento. Refrescada pelo mar. Aquecida pelo sol. Protegida pelas nuvens. E, quando isso acontecia, as pessoas mudavam... e eram felizes por instantes. E Gina Imagina sentia isso. E via também. E fazia mais e mais. Nunca se cansava, aquela menina.
Mas um dia a Gina adormeceu. Sim. Deixou-se dormir. Acordou tarde. Mas tão tarde que parecia que nunca mais ia acordar. O Sr. e a Sra. Imagina ficaram preocupados e... confesso-vos que eu também estou! Afinal, como seria passar uma dia sem Gina? O que é que o arco-íris ia fazer ao violeta [que era a cor da fita desse dia]? E as pessoas?
Bem, o que eu sei, é que as pessoas depressa se juntaram no lago - que estava parado paradinho à espera que Gina o revolvesse para se transformar em cascata - e a confusão estava instalada. Cada um para si pensava, mas ninguém dizia nada. E o sol não sabia mais que fazer, nem o vento, nem o mar, nem as nuvens. Ainda não tinham soado as gargalhadas da Gina. E depois, sem mais nem menos, tudo acinzentou - digo-vos já que nem eu percebi porquê. E as pessoas começaram a dispersar tentando, para si mesmas, imaginar o que poderia ter acontecido - é que ela não acordava - mas não lhes vinha nada à ideia. Nada mesmo. 
Já o dia ia longo e continuava cinzento. E foi quando Gina acordou, sem que ninguém desse conta - nem eu mesma, como calculam. Espreguiçou-se. Mas de um espreguiçar tão profundo e forte que as suas roupas dentro do roupeiro conseguiram ouvir. E pularam todas para cima da cama de Gina.
- "Gina! Gina! Imagina só o que aconteceu!!" - gritava a papoila
Mas Gina não estava a entender nada e, entre uma gargalhada e um bocejo, ia perguntanto:
- "O que foi?? Tanta agitação?? O que aconteceu?? Vá lá tolinhos... o que aconteceu?"
- "Esta manhã não houve alegria! - responderam os brincos de princesa.
- "Porquê?? Todos os dias há... - disse a pequena Gina
- "Porque tu estavas a dormir!" - responderam todas em coro.
...
- "Sabes Gina... acho que as pessoas não conseguiam 'imaginar'... " - começaram as tulipas.
Intrigada, Gina interrompe: "Imaginar?? Imaginar o quê??
- "O mundo sem ti." - responderam as folhas das árvores
E logo a seguir, os 'brincos de princesa saltaram para as orelhas de Gina e sussurraram:
-"Gina Imagina, imaginas como seria a vida sem imaginação? Feia e triste. E tu bem sabes o que fazes aqui..."
- "Sim eu sei, vim para embelezar a vida das pessoas!"
- " Sim Gina! Imagina a beleza que é ver as pessoas alegres." - disseram as papoilas.
- "Não há nada mais belo que a Imaginação!" - exultaram todas!

Depois disto, o que sei é que Gina arranjou um cuco... para a despertar... não fosse ela adormecer e ficaríamos... hum... como dizer? Sem imaginação...? E se a imaginação não é das coisas mais belas que o ser humano tem, este mundo estaria cinzento... até na nossa imaginação!! 

Hipoteticamente "bela" participação no desafio do mês de Janeiro da

16 dezembro 2009

Ai que friozinho tão bom!



{Vai ser mais ou menos assim}



A julgar pelos belos e reconfortantes dias de ultimamente, acho que o que me espera vai ser muito bom. O friozinho e a chuvinha! Ah como os adoro... Mas enroscadinha no sofá com mantinhas, e aquecedor, e cházinho, e bolachinhas, e o computador e  filmes e séries, e tudo, e tudo, e tudo!!! Ai que me vai saber tão bem [não] sentir o fresquinho lá de fora enroscadinha no sofá! Ah pois!!!

Agora é que vai ser! Eu e a minha "C" à bulha por causa do comando!! Já para não falar da guerra já instalada lá em casa para ver quem fica com o melhor lugar no sofá... É que, parecendo que não, somos quatro: eu [claro], a pequena "C", a Sofia [a gata] e a Maggie [a cadela]. Também tínhamos o Simão [o gato]... mas estando nós em maioria... o bicharoco era inevitavelmente o elo mais fraco... e então decidiu partir para ver se finalmente encontrava a Paz, perto do Senhor!

No meio disto tudo, a ver se não me esqueço de regressar ao trabalho depois das férias... :D

05 dezembro 2009

Ai a loucura que por aqui anda...



É a verdadeira loucura nos centros comerciais. Eu, que vivo numa zona que é conhecida por "sei lá... tá a ver", fui dar uma voltinha ao 1º grande centro comercial do país [CascaiShopping], para ir comprar o meu novo brinquedo - um portátil XPTO...HY- fiquei doida e roxa com falta de ar por causa da quantidade exurbitante de  gente que por lá se passeava... Sim! Que por lá se passeava! Não se viam sacos, não se viam carrinhos de compras (nem cheios nem vazios)... não se via nada, mesmo nada! Só pessoas. Casais com criancinhas nas filas para as fotos com o Pai Natal (que devia estar morto de calor dentro daquele fato vermelho com pompons brancos). As crianças faziam birras porque queriam ir para a fila, Faziam birras porque não queriam estar tanto tempo na fila. Faziam birras assim que se sentavam no colinho do Pai Natal. Ai.... Socorro! Eu tenho uma filha e, bem, sim ela fez algumas birras... mas noutro post explicar-vos-ei como consegui acabar de vez com as birrinhas da menina "C".
Mas voltando à minha grande aventura no CascaiShopping, o que quero aqui dizer é que eu espero que isto não passe de um estado de loucura temporária... porque com o consumismo infiltrado em nós e com a crise que por aqui anda, andarmos a passear pelos centros comerciais sem um cêntimo no bolso pode perfeitamente atirar-nos para a ala psiquiátrica do NHC.

04 dezembro 2009

Só pr' avisar...


Este blog encontra-se em manutenção... é só para lhe dar um ar... como dizer?... um pouco mais natalício...?Sim! É isso!
Mas como podem reparar, está super, hiper, mega, tera -complicado. Comecei... e já não consegui acabar... e... olhem, sei lá! Pode ser que antes do natal eu consiga fazer alguma coisa. Sim, pode ser.
Mas também aceito sugestões... Na falta de ideias, aceito sim senhor!

Bacci,
Lala

28 novembro 2009

Preguicite Aguda

Há um bom tempinho que não passo por aqui. Bem, não é bem assim... Tenho passado para ler, dar voltas aos blogues que sigo, mas para escrever... népia. Não me tem ocorrido nada. Por vezes acontece. Hoje, que é Sábado, está frio e andamos numa de chove, não chove, vim para casa alheia, num computador alheio e decidi deixar aqui umas letras. Podia estar a confraternizar, mas a anfitriã está agrafada à máquina de costura (fala com ela e tudo) de volta dos seus trapos (que adora). E isto é o que acontece quando me apetece mesmo, mas mesmo escrever e só sai palha! Aliás, para provar a veracidade do que digo, estas letras que acabam de ler estão, pura e simplesmente a surgir... tipo plim! E assim me vão saindo as letras... umas seguidinhas às outras, corriqueirinhas, alegres e cantantes - mas isso é porque estou a ouvir rádio!
Ai... e assim termina a minha passagem de hoje. É! Apetece-me, mas não estou para aí virada. It's anoying! Vou mas é dormir! Ainda tenho mais 3 dias de puro descanso. Ponte.... ah pois é...! Até vai saber a pato!
Sabem o que se chamo ao que acabaram de ler? Preguicite Aguda. As ideias estão cá. A sopa na panela fervilha,, as letras estão cozinhadas... mas estou com tanta preguiça que nem consigo pensar. Até tinha tema e tudo, mas a preguiça está em alta, e tomo-me de assalto e pronto, quero é dormir. Vou dormir, vou sim senhor!

Ai, que monólogo da tanga. Ciao!

::post it::

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