"Um Homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível."
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13 agosto 2010
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Religião e Espiritualidade
27 março 2010
ensaio sobre a felicidade #2
...que eu não perca a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida em muitos instantes [me] é dolorosa...
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Religião e Espiritualidade
18 novembro 2009
"O Menino que era o Menino Jesus"
Antes de começarem a ler o que vai por aqui abaixo e para evitar que a "minha sopa de letras" se entorne, quero aqui dizer que não tenho intenção de ferir, ridicularizar ou ofender ninguém. E desde já apresento o meu pedido de desculpas se alguém se sentir atingido. Na minha infância tive uma educação extremamente católica e respeito muito, mas muito mesmo todas as religiões.
Lembram-se da polémica com Saramago relativamente à Igreja Católica??? Então, convido-vos a ler este poema escrito por Fernando Pessoa (heterónimo Alberto Caeiro).
Alberto Caeiro in "Guardador de rebanhos"
VIII - Num Meio-Dia de Fim de Primavera
Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas pelas estradas
Que vão em ranchos pela estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido" -
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
Lembram-se da polémica com Saramago relativamente à Igreja Católica??? Então, convido-vos a ler este poema escrito por Fernando Pessoa (heterónimo Alberto Caeiro).
Alberto Caeiro in "Guardador de rebanhos"
VIII - Num Meio-Dia de Fim de Primavera
Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas pelas estradas
Que vão em ranchos pela estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido" -
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
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Alberto Caeiro,
Religião e Espiritualidade
27 outubro 2009
06 agosto 2009
Intemporal Zélio de Moraes
03 agosto 2009
Brahma Kumaris
30 julho 2009
14 julho 2009
Dalai Lama
Um dia perguntaram a Dalai Lama:
"O que mais o surpreende na Humanidade?"
E ele respondeu:
"Os homens... porque perdem a saúde para juntar dinheiro... depois, perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no Futuro, esquecem-se do Presente de tal forma, que acabam por não viver nem o Presente, nem o Futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer...
... e morrem como se nunca tivessem vivido."
"O que mais o surpreende na Humanidade?"
E ele respondeu:
"Os homens... porque perdem a saúde para juntar dinheiro... depois, perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no Futuro, esquecem-se do Presente de tal forma, que acabam por não viver nem o Presente, nem o Futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer...
... e morrem como se nunca tivessem vivido."
13 julho 2009
CARIDADE, A META
Guarda na mente, que a caridade nos teus actos deve ser a luz que vence a sombra.
A caridade como simples acto de dar, por si só não é suficiente… Não praticarás a caridade apenas com cobrindo necessidades materiais… a todos aqueles a quem deres a tua caridade, deverás mostrar o sentimento da amizade, deverás oferecer compreensão e afabilidade, deverás erguê-los com palavras de bondade, deverás mostrar-lhes o calor do teu envolvimento emocional… Assim se pratica a caridade
A caridade é algo maior do que o simples acto de dar.
Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na acção beneficente. Mas a quem pratica a caridade a recompensa é muito gratificante… o seu coração enche-se de luz e de alegria, a sua alma eleva-se, a sua vida sorri-lhe. Ser caridoso é gratuito… Mas ganha-se tanto!
A caridade material preenche os espaços abertos pela miséria sócio-económica, visíveis em toda parte.
Além deles, há todo um universo de necessidades nas pessoas que ganham contigo e esperam pela luz libertadora do teu gesto:
A indulgência, em relação aos ingratos e agressivos;
a compaixão, diante dos presunçosos e perversos;
a tolerância, em favor dos ofensores;
a humildade, quando desafiado ao duelo da insensatez;
a piedade, dirigida ao opressor e tirano;
a oração intercessora, pelo adversário;
a paciência enobrecida, face às provocações e à irritabilidade dos outros;
a educação, que rompe as algemas da estupidez e da maldade que se agasalham nas furnas da ignorância gerando a delinquência e a loucura...
A caridade moral é desafio para toda hora, no lar, na rua, no trabalho.
Exercendo-a, recorda também da caridade em relação a ti mesmo.
Jesus, convivendo com os homens, ensinou, exemplificando, todas as modalidades da caridade, permanecendo até hoje como o protótipo mais perfeito que se conhece, tornando-a a luz do gesto que vence a sombra do mal, através da acção do amor.
Caridade, pois, eis a Meta.
A caridade como simples acto de dar, por si só não é suficiente… Não praticarás a caridade apenas com cobrindo necessidades materiais… a todos aqueles a quem deres a tua caridade, deverás mostrar o sentimento da amizade, deverás oferecer compreensão e afabilidade, deverás erguê-los com palavras de bondade, deverás mostrar-lhes o calor do teu envolvimento emocional… Assim se pratica a caridade
A caridade é algo maior do que o simples acto de dar.
Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na acção beneficente. Mas a quem pratica a caridade a recompensa é muito gratificante… o seu coração enche-se de luz e de alegria, a sua alma eleva-se, a sua vida sorri-lhe. Ser caridoso é gratuito… Mas ganha-se tanto!
A caridade material preenche os espaços abertos pela miséria sócio-económica, visíveis em toda parte.
Além deles, há todo um universo de necessidades nas pessoas que ganham contigo e esperam pela luz libertadora do teu gesto:
A indulgência, em relação aos ingratos e agressivos;
a compaixão, diante dos presunçosos e perversos;
a tolerância, em favor dos ofensores;
a humildade, quando desafiado ao duelo da insensatez;
a piedade, dirigida ao opressor e tirano;
a oração intercessora, pelo adversário;
a paciência enobrecida, face às provocações e à irritabilidade dos outros;
a educação, que rompe as algemas da estupidez e da maldade que se agasalham nas furnas da ignorância gerando a delinquência e a loucura...
A caridade moral é desafio para toda hora, no lar, na rua, no trabalho.
Exercendo-a, recorda também da caridade em relação a ti mesmo.
Jesus, convivendo com os homens, ensinou, exemplificando, todas as modalidades da caridade, permanecendo até hoje como o protótipo mais perfeito que se conhece, tornando-a a luz do gesto que vence a sombra do mal, através da acção do amor.
Caridade, pois, eis a Meta.
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