20 março 2010

Dia do pai... hum... ok... então vamos lá!!!



Eu é que sou o Pai cá de casa!! Repito: Cá de casa! Eu é que fui às festinhas do dia do pai no infantário. Eu é que visto (as) calças. Eu é que levanto a voz. Eu é que aponto o dedo ao narizinho. Eu é que vou às compras. Eu é que faço as remodelações cá de casa. Eu é que carrego os pesos. Eu é que ressono. Eu é que arrasto os móveis. Eu é que faço zapping sentada no sofá e com as patas no puff. Eu é que vejo jogos de futebol. Eu é que bebo minis. Eu é que vou passear a cadela à rua (e apanho os presentes). Eu é que cozinho (quando vivia com o pai da Carol ELE é que cozinhava). Eu é que desarrumo (mas também sou eu que arrumo!).


Pronto'S'. Tenho dito!


(...)


Ah! E ainda trabalho - pois... alguém tem que o fazer cá em casa... e eu não posso mandar a pirralha trabalhar :D!!!


Nota1: Eu sei que o dia do Pai foi ontem, eu sei... Foi só uma desculpa para regressar!!
Nota2: O pai da Carol até é presente... a milhas de distância... cerca de 2 vezes por ano!! Mas isso é porque não tem 'tempo'! :D

17 março 2010

E porque hoje estou de luto

"Nós somos um jardim
Onde há belas flores
Desde o jasmim
Aos cravos e aos amores.

Há também esperanças
Vinde até Bicesse
À Aldeia das Crianças
S.O.S.!

Andorinhas amparadas
Em ninhos de mão amiga
É feliz a petizada
Que Deus no céu nos bendiga
Pequeninos corações
Albergam amor por vós
E nas nossas orações
Jesus ouve a nossa voz!"





Hoje, que é um dia de grande pesar para todos os filhos das Aldeias de Crianças S.O.S. de Portugal, quero aqui deixar a minha homenagem às nossas queridas Tias Céu, que acaba de nos deixar, e  Palmira que nos deixou há 2 anos.


Foi há 40 anos que a Dra. Maria do Céu Correia e a Dra. Palmira Cabrita Matias fundaram a Associação das Aldeias de Crianças S.O.S. de Portugal, com a ajuda do Dr. Hermann Gmeiner (de quem já vos falei aqui) e de alguns amigos. Ainda jovens universitárias, e com uma vida toda pela frente, estas duas grandes mulheres, interessadas nos problemas sociais que afectavam o nosso país, decidiram, com todo o seu coração, contra tudo e contra todos, criar a bela obra de que vos falo.


Faço uma referência ao post que aqui deixei há uns dias: ::intervalo:: ensaio sobre a felicidade #1, porque a vida é isto mesmo! E as minhas Tias Céu e Palmira não podiam ter aproveitado melhor o delas. Nós, os filhos das Aldeias SOS fomos as "andorinhas amparadas em ninhos de mão amiga". 


Maior que o meu pesar é a minha gratidão como filha das Aldeias de Crianças SOS.



* Enquanto não viram nascer a sua grande obra, não descansaram.
* Enquanto não enchessem todas as casinhas com mães SOS e com filhos SOS, não descansaram.
* Enquanto não esgotassem todas as possibilidades para que nada faltasse aos "seus sobrinhos" (nós), não descansavam.
***
Descansem, agora em Paz.

Com Amor, Saudade e Muita Gratidão
Laura Assis

16 março 2010

Dear virtuals



For a while, and just for a while, me and my self will be outta here. I'll be kind of missed out 'cause 'myself' is totally messed up.

I'l be fine. I promess.

By the way, Ginger, I'll be just missed out, not dead... ok?!? :D

Be right back!!

14 março 2010

Enjoy the [90's] silence




Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me 

Pierce right through me
Can’t you understand
Oh my little girl


All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm


Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable


All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm


Depeche Mode, in Violator




Recordando o Silêncio dos anos 90, para Fábrica de Letras

11 março 2010

Who am I after all??


Cada um conhece a Laura que merece... A que te pode levar ao paraíso; ou fazer da tua vida um inferno. Aquela perfeita que tem mil defeitos; Aquela insegura que sabe o que quer; Aquela decidida que por vezes tem dúvidas nas escolhas que faz; Aquela corajosa que por vezes sente medo; A guerreira que por vezes não quer ir à luta; Aquela simples que, por vezes complica tudo; Aquela que quer um começo, mas receia o fim… A menina que encanta, a moça que fascina, a mulher que enlouquece…! Com cabeça de mulher, mas com coração de menina… Talvez eu hoje fosse a menina para o papá, a filhota para a mamã, a inocente para os avós e a insuportável para a irmã… Mas lamentar o passado não é caminhar para o futuro… Então, eu hoje SOU a preta linda e maluca para os amigos, a pérola negra para os admiradores, a linda princesa para os carinhosos, a Lala para os virtuais, a melga para os incompreensíveis, a inimiga para os inimigos e uma qualquer para os desconhecidos… 

Quem vê, pensa. Quem conhece, sabe. Para mim? Sou. Tudo isto e muito mais. Sou uma alma entre tantas outras, que teve a sorte de uma de vir ao mundo a espernear, para lutar e vencer!

"-Lala?"
"- Oui, c'est moi!"

Não querendo responder, mas já respondendo...

ANTES DE LEREM ESTE POST
ATENÇÃO: Depois de ter lido o primeiro comentário a este post, fiquei com medo. Não quero que as pessoas que me seguem e lêem pensem que estou a tentar gozar ou qualquer coisa parecida. Nunca faria tal coisa nem com esta situação nem com outra qualquer de índole discriminatória. No entanto se alguém se sentir desconfortável com este post, peço o favor de me avisar, ou num comentário ou por email e este post será de imediato retirado.
Mais uma vez a minha intenção não é discriminar ou gozar. Simplesmente achei caricata a situação. Obrigada a todos pela vossa compreensão. OBRIGADA EVA POR ME TERES FEITO VER ESTA ENTREVISTA DE OUTRA FORMA.


Primeiro diz que não responde à pergunta. Depois responde, mas baralha. :S
Ora, então vamos lá ver se eu entendi... O sr. não diz que é mas também não diz que não é. O problema não é esse... de todo!
O problema é que o sr. diz que a pergunta que lhe foi feita ofende a comunidade gay americana (???)...

Ora se o sr. não explica... a malta não entende. Mas se o sr. tenta explicar, a malta também não entende. Eu não entendi.

Portanto, "das duas, três":

Se o sr. entendeu a pergunta como um acto discriminatório, então sim concordo perfeitamente quando diz que o jornalista ofende a comunidade gay. Aqui não há dúvidas.

Se o sr. não entendeu a pergunta como um acto discriminatório, então por que raio haveriam as pessoas de se ofender (???)...

"Não percebi...!"

08 março 2010

Dia da mulher (ainda)... versão prática: "homo (im)perfectus"

A verdade é que, um miminho nos cai sempre bem. Seja ele de ouro ou pechibeque. Seja uma flor, uma peça de roupa ou um simples e valioso beijo... um pequeno almoço levado à cama... epa seja lá o que for, UM  MIMINHO CAI SEMPRE BEM!! Cai sim senhor!
**
Mas por um dia, apenas por um dia gostava que esta minha vida de "fadinha do lar" (atenção que eu disse fAdinha!!) se transportasse para outro ser (que pode muito bem ser do sexo masculino)... assim... como as imagens abaixo do "homo (im)perfectus"! Isto é só uma ideia O_o.
Ora... olhai e vêde!

Pá... eu cá não sei... mas acho que seria hilariante...

Dia Internacional da Mulher - versão lamechas (não obstante pura e verdadeiramente sentida)



recebi de um amigo por email. aqui o repasso para todas nós...


Mulher...

Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
Que divide sua alma
em duas
Para carregar tamanha sensibilidade e força
Que ganha o mundo com sua coragem
Que traz paixão no olhar
Mulher,
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua família
Mulher
Que ama incondicionalmente
Que se arruma, se perfuma
Que vence o cansaço
Mulher,
Que chora e que ri
Mulher que sonha...

Tantas Mulheres, belezas únicas, vivas,
Cheias de mistérios e encanto!
Mulheres que deveriam ser lembradas, amadas
, admiradas todos os dias...

Para ti, Mulher tão especial...

Feliz Dia Internacional da Mulher!
::lala::

03 março 2010

Elva na Ilha do Silêncio

Bem longe daqui, lá nos confins mais longínquos da terra, mesmo ao lado de onde nasce o sol, havia uma ilha. Para se lá chegar, só de bote. O velho barqueiro passava dias recostado à sombra do velho plátano que já lhe conhecia bem as voltas e as linhas. Não transportava por moedas. Até porque não havia quem lá quisesse ir - eu bem tive vontade, mas nunca fui- a não ser Elva.
Elva era uma rapariga simples, bonita, mas de uma estranha forma de vida - isto diziam uns e pensavam outros. Todos os dias, antes do nascer do sol, caminhava até ao grande plátano e embarcava em direcção àquela ilha.
"- Bons dias menina!" - dizia-lhe todas as manhãs o barqueiro - "o destino é o mesmo, não é não?" - terminava ele perguntando.
"- Bom dia. Sim, por favor." - respondia ela como que sussurrando. E mais não dizia. Raramente se lhe ouvia a voz. Não que não tivesse com quem falar. Na margem de cá da ilha, todos os habitantes eram faladoiros... e quando tinham oportunidade ainda puxavam por ela. Elva pouco se interessava pela fala. Respondia, por vezes e apenas por educação.
Entrava no pequeno bote. O barqueiro desatava as amarras do tronco do velho plátano e, num salto só, entrava no bote. De uma margem à outra, apenas silêncio.
"- Ora cá estamos, menina! Deixe que ajudo-a a descer.... cuidado e... já está! Então até mais logo, ao sol-pôr!" - dizia-lhe o barqueiro.
Até que Elva desaparecesse por entre as árvores, o barqueiro não desarredava dali. Depois ia. Sem olhar para trás.

Entrando pela ilha adentro, Elva ia-se sentindo cheia. Feliz. E não era para menos! Rodeada de belas e sumptuosas árvores - de tantas espécies diferentes não consigo aqui enumerá-las - com copas que se assemelhavam a verdadeiros merinaques, extraordinariamente acopladas - vendo de onde eu vejo até parecia que alguém a tinha ordenado assim. Mas a verdade é que estas árvores protegiam algo sagrado que se encontrava no seu seio. E era isso que encantava Elva. Era o que a fazia levantar-se todas as manhãs. Enquanto se embrenhava pela ilha, de pezinho descalço e olhos fechados, concentrava-se até conseguir ouvir o que queria. Muito devagarinho assimilava o que ouvia e, depois, até já conseguia responder. Testemunho-vos eu que esta práctica lhe levou anos de treino!
Pequenos e grandes seres apareciam, quase que do nada, para a cumprimentar. Borboletas e libelinhas em harmonia se rodopiavam à volta de Elva, depositando-lhe coroas de flores nos cabelos. Não havia  outro lugar assim - ai não havia não! por isso é que aquele ficava nos confins mais longínquos da terra! - e não havia outro lugar onde Elva quisesse partilhar o seu viver. E aquele lugar era tão especial porque Elva e os animais conseguiam comunicar-se com os pensamentos. Ouvia-os e falava-lhes... lá no pensamento dela. E todo o dia era assim... até chegar a hora do barqueiro. Um pouco antes de o sol se pôr lá estava ele impaciente à espera de Elva.
.
Elva saía sempre do seio da ilha a sorrir...havia dias que o barqueiro jurava que a ouvia cantar - e eu também! Mas não. Sorria, apenas. Vinha sempre de sorriso aberto. Mas em silêncio. Nem uma palavra. Nem um "adeus Sr. Barqueiro", nada. E ia assim até casa. Cantarolando para si mesma, rodopiando pelas ruas com as suas sete saias de linho cravadas de flores.
**
Todos os dias era assim. Todos os dias os seus pensamentos voavam até uma ilha supostamente existente nos confins mais longínquos da terra, mesmo ao lado de onde nasce o sol. Em silêncio lá iam eles, os pensamentos, enquanto Elva se debruçava na janela do quarto a mirar a imensidão do mar. Tudo era desenhado na sua cabeça de rapariga meio aluada, meio certinha. Até o barqueiro do velho plátano.
E aquele silêncio alegremente reconfortante que diferenciava a ilha do resto da terra, era o que a fazia respirar, fechar a janela e deitar-se... para no dia seguinte lá voltar... com o seu pensamento.
***




Participação, alegremente silenciosa, no desafio do mês de Março da Fábrica de Letras



imagem daqui

02 março 2010

::intervalo:: ensaio sobre a felicidade #1

nascemos sem pedir. morremos sem querer. aproveitemos o intervalo.sejamos felizes. o ciclo da vida é isso mesmo. apenas um ciclo. que se abre quando nascemos. que se fecha quando morremos. sejamos felizes.
::lala::

01 março 2010

Força de mulher com coração de menina




"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional." 
(Carlos Drummond de Andrade)


Muito do que esta frase diz faz parte da essência do meu viver. Sou uma pessoa normal (acho eu :D). Trabalho, tenho uma filha linda e uma mãe maravilhosa. Mas também já dei muitas cambalhotas. Na minha vida já passei por inúmeras provações que, vos garanto, não foram nada fáceis. Enumerá-las aqui, seria banalizá-las. E isso não poderei fazê-lo de tão graves que foram. 
Graves. Sim. "Dignas" de punição judicial. Não para mim... para aqueles que negligenciaram a minha infância. Para aqueles que pontapearam a minha essência.
Mas o tempo tão depressa é nosso inimigo como nosso aliado. E de repente passou. Tão veloz e eficaz que aquelas coisas todas deixaram de ser 'coisas más e feias'. Passaram a ser como vitaminas. Alimentando-me delas, ou das más recordações delas tomei uma opção: deixar de sofrer. E deixei. Não me custa olhar para trás e lembrar tudo o aconteceu. A sério que não. Olho para trás como quem venceu. Olho para trás com ar triunfante. Olho para trás com a força de uma mulher com coração de menina. Perdoei. Fortaleci. Cresci. Aprendi. Sim sou forte. Tenho a força de 1000 homens dentro do meu coração. E por isso não sofro.
***
Agora o desafio:

Dizer uma coisa que gosto em mim: Espontaneidade... pura e dura não sou 'espalhafatosa', mas adoro a minha espontaneidade!! 



Dizer uma coisa que gosto do Blog que me ofereceu o selo: Limpa-me a alma. Eleva-me o espírito. Deixa-me serena!

Dizer uma coisa de que gosto dos Blogs escolhidos: não vou escolher nenhum blog em particular. Convido todos aqueles que me visitam (e que ainda não têm este selo, claro) a levá-lo consigo. Qualquer um deles é merecedor... até porque eu passo a vida a enfiar o meu nariz nos seus blogs!!


Beijinhos**


Obrigada MZ

::post it::

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