Nota Importante: Este texto NÃO É um original meu! Foi escrito há, talvez 10 anos por uma amiga de tempos longínquos de quem tenho muitas saudades C.F. (que agora já não deve ser só F.)!

Há quanto tempo assim? A terra a esboroar-se pelo nervosismo de dias inteiros a chorar e os viajantes a admirarem o Claustro da Infância na Catedral do Passado e a fumarem enormes e perfumados rolos de oxigénio, expelidos de uma nódoa verde e graciosa, apressados em andar devagar, tentando enganar um tempo regulado pelo relógio da vida, que continua, porque as imagens que passam à nossa frente vão directamente para os arquivos do coração.
É por isso que guardo com tanta força – como se guarda algo valioso – o que considero ser realmente um tesouro… esse fim de tarde que me inspira, a linha do horizonte que parece um trem de prata a passar por mim… e a água, que faz muito mais que matar a minha sede…
Porque não existem revistas, exposições, imagens ou qualquer invenção maravilhosa deste século que me
impressione tanto e me comova ao ponto de me fazer entrar no mar em busca de soberbas naus, que eu não verei jamais.
É por isso que me sinto no direito de gritar bem alto que, nesta praia, onde se perderam, vinte segundos depois do sol nascer, os filhos da vida, descobri, calçada de pobreza, enquanto caminhava pela areia molhada, qualquer coisa que jamais conseguirei achar descalça… o mais grandioso dos tesouros: Todo o sentido de uma Vida…
Baci baci
Lala
Seja quem for que tenha escrito tá simplesmente lindddddooooooooo!!!! Adorei até eu já me imaginava naquela praia, mt bem escrito, lemos e sente se exactamente o que o autor tb sentia na altura em que o escreveu.. mt bomm
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